Já ouviu falar do Mar Luminoso? Não? E de bioluminescência? Bioluminescência é a produção de luz por seres vivos, como o vaga-lume faz para atrair companhia. Vaga-lumes são a o contato mais comum com isso, mas se você tem sorte, já presenciou isso na praia. Trata-se na maioria das vezes de noctilucas, um grupo de organismos dinoflagelados -seres vivos unicelulares, responsáveis entre outras coisas pelas marés vermelhas.

Onda brilhante, mostrando a bioluminescência produzida por noctiluca.
Os dinoflagelados produzem luz através de uma enzima chamada luciferase, um mecanismo diferente do dos vaga-lumes. Essa luz só é visível durante a noite, e é produzida em resposta ao contato, como na onda lá em cima, ou o barco em no vídeo que você vê clicando no continue lendo, o facho de luz que se forma com as marolas é fantástico. Mas não se compara com o fenômeno que você vê abaixo:

Mar luminoso registrado do espaço.
Mar luminoso é o nome que se dá para quando o mar brilha durante a noite, até durante dias, e por vastas extensões. continue lendo
Antecipar eventos e criar associações com base nessa capacidade são primoriais para o bom desempenho dos seres vivos, e consequente seleção natural. Quem consegue ligar um cheiro, som, sabor, uma cor ou qualquer outro sinal ao alimento dispensa a necessidade de verificar sempre o que pode ou não ser comido, gordinhos que o digam. Pavlov demonstrou isso com seus cães condicionados. A seleção natural tende a favorecer quem consegue reagir a um evento antecipadamente, conseguindo tirar maior proveito do mesmo.
Embora seja um evento comum e bem demonstrado em animais, alguns cientistas se perguntaram se organismos mais simples poderiam responder dessa maneira também. Para isso foi utilizada a bactéria E. coli, habitante de nosso intestino capaz de causar diarréia.
Imagine que você acabou de comer um daqueles churrascos gregos de origem duvidável, e algumas E. coli vêm de brinde. Quando entram na boca, são aquecidas até a temperatura e 37°C e em seguida vão para o intestino, ambiente pobre em oxigênio.
A primeira constatação dos cientistas foi de que quando aquecidas essas bactérias diminuem a expressão de genes relacionados ao metabolismo em condições de grande oxigenação, conseguindo assim economizar energia e se preparar para o ambiente intestinal.
A grande surpresa veio quando essas condições foram invertidas. Durante os experimentos as bactérias foram submetidas a um aumento na concentração de oxigênio apósserem aquecidas, o inverso do que acontece normalmente. Após cerca de 100 gerações as bactérias deixaram de apresentar a resposta à diminuição de oxigênio, demonstrando que organismos simples são capazes de muito contando com a regulação gênica.
Depois das fotos da Antártida, segue abaixo a entrevista e mais algumas fotos.

Na verdade, os dois estão corretos. A origem do nome vem da antiguidade quando os gregos concluíram que deveria existir o outro lado do eixo da Terra. Como já conheciam o Ártico, o outro pólo ficou denominado Antarktike, isto é, Anti-Ártico ou “o oposto do Ártico”. Hoje cada país adota um termo diferente, como Antarctica em inglês, Antarctique em francês, Antarktida em russo, ou Antártida em espanhol. Em Portugal utilizam a palavra Antártida como substantivo, e Antártica/Antártico como adjetivo. No Brasil deveríamos seguir os termos portugueses, porém alguns órgãos governamentais como o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério da Defesa adotaram Antártica para substantivo e adjetivo.Qual sua formação e sua linha de pesquisa?
Sou biólogo com mestrado em Microbiologia e atualmente desenvolvo meu doutoramento na Universidade de São Paulo (USP). Minha linha de pesquisa é o estudo de microrganismos de ambientes extremos, no caso, as bactérias da Antártica. Desenvolvo dois projetos, sendo o primeiro estudar a diversidade de bactérias que existe no gelo da Antártica. Em um segundo projeto, estudamos as espécies de bactérias que colonizam o solo quando ocorre um recuo de geleira.


A Antártica contém um dos mais valiosos registros das condições da Terra em épocas passadas e por isso muitos pesquisadores fazem pesquisa lá. No meu caso, trabalhar com as bactérias da Antártica representa uma oportunidade para descobrir espécies nunca antes estudadas. Estas espécies podem ser úteis em inúmeras áreas da ciência, de produção de antibióticos a compostos eficientes no tratamento de câncer. Outro ponto importante é que tal estudo também ajuda a entender os processos ecológicos no ambiente antártico que, na grande maioria das vezes, é dominado por microrganismos.

Rubens em frente ao Hércules

Navio brasileiro Ary Rongel
Pretendo dentro de breve fazer um post sobre aquele artigo da Nature que mostra a coevolução de uma espécie de borboleta e a formiga que ela parasita (pois é, minha maior paixão em biologia é essa relação parasita-hospedeiro, que pode revelar uma série de características evolutivas). Mas, para tirar melhor proveito do conteúdo e tratar de um assunto que vai ser a base de muitos outros temas, resolvi fazer uma introdução à teoria da Rainha Vermelha ou Rainha de Copas - uma tradução que transmite melhor a idéia, do inglês Red Queen Theory.
Rainha de Copas pois é dela a frase no livro Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll que diz “aqui neste país Alice, você precisa correr o máximo que puder para permanecer no lugar…” - tradução livre. Em 1973 Leigh Van Valen (o mesmo cara que considerou as células Hela como outra espécie) propôs esta metáfora para explicar situações na natureza onde duas espécies em competição evoluem de maneira que a competição se mantém estável -ou seja, coevoluem.
Vamos retratar esta situação da seguinte maneira:
Continue Lendo

Emoticons criados por ‘Adsero que você pode baixar aqui.
Duro vai ser alguém entender o que você quer dizer com eles…
em homenagem a um amigo que curte muito essa tirinha do veterinário Fernando Gonsales.


