E agora, mais um post sobre a diversidade de relações que podemos encontrar. Hoje, sobre o quão variável pode ser uma interação que parecia óbvia:
A convivência com inquilinos não é privilégio de humanos. Diversos seres vivos convivem intimamente com outros, num processo chamado de simbiose (vida conjunta). Essa simbiose pode ter várias consequências, que vão do parasitismo, onde um se beneficia e prejudica o outro, ao mutualismo, onde ambos se beneficiam a ponto de dependerem um do outro. Uma associação famosa, e bem ressaltada em tempos de aquecimento global, é a que acontece entre corais e dinoflagelados.

Os corais são formados por animais cnidários, parentes das águas-vivas, e formam um esqueleto externo de calcário, geralmente branco. O acúmulo de esqueletos antigos, uns sobre os outros é o que faz com que o coral cresça. O que dá a cor ao coral é o próprio animal, por isso quando ele morre o coral sofre o processo de branqueamento que tanto preocupa ambientalistas.
Para se alimentar, além da filtragem de partículas da água, os corais fazem associação com dinoflagelados, organismos unicelulares fotossintetizantes, que em troca de proteção e um ambiente favorável, fornecem parte dos açúcares sintetizados. Os dinoflagelados que participam da simbiose são sensíveis a variações de temperatura de alguns graus apenas, e podem morrer tanto em decorrência do aumento da temperatura da água quanto da obstrução da luz solar por poluentes. São eles os mais afetados pelo efeito antrópico (causado pelo ser humano). Continue lendo
Já ouviu falar do Mar Luminoso? Não? E de bioluminescência? Bioluminescência é a produção de luz por seres vivos, como o vaga-lume faz para atrair companhia. Vaga-lumes são a o contato mais comum com isso, mas se você tem sorte, já presenciou isso na praia. Trata-se na maioria das vezes de noctilucas, um grupo de organismos dinoflagelados -seres vivos unicelulares, responsáveis entre outras coisas pelas marés vermelhas.

Onda brilhante, mostrando a bioluminescência produzida por noctiluca.
Os dinoflagelados produzem luz através de uma enzima chamada luciferase, um mecanismo diferente do dos vaga-lumes. Essa luz só é visível durante a noite, e é produzida em resposta ao contato, como na onda lá em cima, ou o barco em no vídeo que você vê clicando no continue lendo, o facho de luz que se forma com as marolas é fantástico. Mas não se compara com o fenômeno que você vê abaixo:

Mar luminoso registrado do espaço.
Mar luminoso é o nome que se dá para quando o mar brilha durante a noite, até durante dias, e por vastas extensões. continue lendo
Situação hipotética do dia: Você é uma aranha que não produz veneno e nem consegue morder sua presa para injetar ao menos os sucos digestivos que irão dissolvê-la. O que fazer? Esmague-a!
A aranha Philoponella vicina (não encontrei uma foto dela, então usei a foto da Philoponella prominens) tem esse método curioso de atacar. Quando uma presa cai em sua teia, ela envolve a presa com mais de 100 metros de usando as patas de trás, passando os fios de um lado para o outro. Assim aumenta a pressão sobre a presa com cada vai-e-vem.
Faça essa experiência com o fio-dental (ou um barbante, uma vez que talvez precise de bastante), enrole dois dedos da mão com o fio e a cada volta aperte ele um pouco mais.Sem fazer muita força a cada volta, com a soma da pressão de cada enrolada você percebe o quão comprimido seu dedo fica.
Esse processo tem um bom resultado, a presa é esmagada e morre sufocada, ou mesmo explodida pela pressão. Depois é só liberar as enzimas digestivas no bolo de seda e inseto e beber os fluídos corporais do falecido. Uma aranha que com certeza agradaria o Calvin.
O vídeo abaixo é de uma aranha do mesmo gênero enrolando a presa (infelizmente não é muito dramático), lé pelo final há um slow-motion mostrando o movimento das patas traseiras:
Já vi animais comerem presas venenosas por necessidade, mas esses lêmures não estão comendo os piolhos-de-cobra, estão apenas mordendo para ter contato com as toxinas que o animal libera. Quem diria, lêmures drogados!
Vi no Neatorama.
Alguém pode me explicar o que esse gato tem? Ele está parado fixamente na mesma posição, e o estranho é que ele reage aos toques da dona e depois parece que nada aconteceu… muito estranho! Deve ter consumido muito catnip.
Isso mesmo, use o peixe-médico ou Garra rufa, um peixe nativo da Turquia, bem resistente que se alimenta de pele morta. Ele consegue descriminar entre tecidos vivos e mortos e come apenas o que já morreu. É usado inclusive no tratamento de psoríase lá -daí o nome de peixe-médico.
Mais sobre eles aqui e aqui [vídeos em inglês].
Vi no Zooilogix.
Antes que a quantidade de links se torne grande demais, melhor publicá-los. Depois dos comentários do último post de links, tive a seguinte idéia: ao invés de colocar os links em ordem de conteúdo, vou colocá-los em ordem de prioridade. Os links que considero mais legais ficam em cima e os não tão interessantes embaixo, assim quando você clicar em algo meio sem graça e estiver sem tempo, sabe que é a hora de parar.
Uma dica do Glúon sobre um dos meus autores favoritos. Recomendo muito ambos os livros, estão entre os mais completos que já li (cada parágrafo tem muita informação). Para quem tem um inglês legal fica muito mais barato comprar usado pela Amazon, os livros da Record estão muito caros.
Um texto ótimo do Cardoso, que fez entender o que não gostei em Expresso Polar.
Gaudi era um artista exepcional.
Muito boa a sacada. Como seria uma Caras com cientistas.
Uma montanha russa de brinquedo feita com imãs, muito engenhosa.
Montagens muito legais de desenhos e fotos. Vale explorar bastante o site.
Não sabia que canção de ninar também funciona para cachorros, impressionante.
Essa escultura da BMW é muito legal.
Um calendário com bolhas para estourar, exige bastante auto-controle.
Um cara que faz esculturas com a natureza, toncos velhos, folhas, muito bonito.
E não é que a NASA também faz das suas?
Criaturas bem diferentes em escultura. O cara deve trabalhar em filmes de ficção.
Fotos de microscopia eletrônica de uns sujeitos muito feios.
Um aranha muito bonita - se não me engano ela só tem essa cor quando troca de exqueleto.
Mais pelúcias legais, essas são do corpo humano.
Fazendo arte com sequências de DNA.
O bolo mais nojento que já vi, mas é muito bem feito e realista!

Com a expectativa para o próximo filme do Batman - Dark Knight, tenho que me contentar com o desenho, a série animada “Batman Gotham Knight“. Que aliás deve ser ótimo e quem quiser concorrer a um é só tentar. Mas vamos à parte científica.
Sempre achei Batman o melhor herói dos quadrinhos, afinal, enquanto outros simplesmente ganhavam seus poderes, Buce Wayne teve que ralar, e muito, para conseguir ser quem é. De todos heróis, Batman semrpe foi um dos mais próximos da realidade e mais factível. Seus aparatos tecnológicos e suas técnicas muitas vezes têm correspondentes na vida real. E para quem gosta de pensar como seria um Bruce Wayne no mundo real essa reportagem da Scientific American é um prato cheio. Trata-se de uma entrevista com E. Paul Zehr, professor associado da Universidade Victoria, na Columbia Britânica e praticante de Chito-Ryu karate-do. Vai lançar em outubro o livro Becoming Batman: The Possibility of a Superhero. Para quem está com o inglês em dia, uma ótimo leitura para se inspirar enquanto o filme não é lançado. Para quem não tem um inglês bom, resta torcer para a entrevista sair na edição brasileira da revista.
Sempre fiquei interessado por tabelas periódicas que demonstram os elementos químicos reais. Mais completo do que isso só seria possível se as tabelas mostrassem o comportamento dos elementos. Seria não, é. A Universidade Nottinghan lançou a tabela periódica de vídeos. Lá eles coloca vídeos demonstrando cada elemento. Já assinei o canal deles no Youtube e colocarei vários vídeos aqui para nossa diversão.
Abaixo está o vídeo do Fósforo. O cara que faz os experimentos me lembra do ator de Hot Fuzz (muito bom) e Shaun of the Dead, esse cara. E reparem no cabelo e na gravata (a gravata é demais) do tiozinho que dá a explicação (em inglês).

