Wally Wallington trabalha com construção, e ao ter que remover um bloco de mais de uma tonelada sem nenhuma máquina para o serviço, acabou desenvolvendo técnicas simples para mover e construir com blocos extremamente pesados. No site ele sugere que foi dessa maneira que aquelas grandes construções que as pessoas sempre dizem que são impossíveis de terem sido feitas pelos povos que lá viviam, e evocam uma “força maior” para isso. Recentemente um arquiteto demonstrou um possível esquema de construção das pirâmides, e me lembro de um pessoal que demonstrou também como eram feitas e transportadas as esculturas da Ilha de Páscoa, os Moai, especialmente depois que se descobriu que existiam muitas árvores na ilha, que provavelmente foram derrubadas para construção das mesmas. Antes de fazer qualquer observação sobre acabarem com as árvores para levantar estátuas, lembre de quantos tubarões são mortos por ano para fazer sopa de barbatana, ou quantos tigres morrem para fazerem raspa de pênis como afrodisíaco (detalhe: colocam pó de Viagra no meio para “garantir”).
No site dele ele tem vários artigos descrevendo as técnicas e no vídeo abaixo ele mostra como mover e erguer pedras do tamanho das utilizadas em Stonehenge.
Vi no Chongas.
Pois é, vamos a mais um daqueles boatos…
Quem nunca recebeu um e-mail com uma figura de uma suposta página do livro educacional “Introduction to Geography” de David Norman:
Na figura, um mapa do Brasil falso, podemos ver que a região amazônica está demarcada como uma reserva Internacional - FINRAF que deve ser tratada como patrimônio universal e que passa a ser administrada pelas nações do G-23. Frequentemente em anexo vem essa apresentação de Powerpoint com a tradução do texto e diversas expressões de indignação. Mas vamos aos fatos:
Tal livro, Introduction to Geography extiste, como encontrei neste e neste links na Amazon, porém nenhum dos dois foi escrito por David Norman, e o escritor (ou escritores) também existe, porém nesta busca você vai descobrir que só existem livros sobre dinossauros, arte e alguns outros temas, mas nenhum de geografia. Por fim, não existem também nem a FINRAF nem o G-23. No site Novo Milênio, encontrei o seguinte texto da tradutora profissional de inglês para português Jussara Simões:
“Não vou comentar o texto todo por falta de tempo, mas o último parágrafo (aquele que fica no canto inferior direito da página) contém erros que só seriam cometidos por pessoas que não têm convívio com a língua inglesa, isto é, por estrangeiros ao idioma inglês. Na minha opinião, isso pode indicar falsificação do texto.
O texto apresenta indícios de que foi escrito por algum nativo de língua latina. Contém a palavra “explorate”, que é palavra em desuso nos EUA e a palavra com mais probabilidade de aparecer num texto desses seria “explore”.
O trecho “We can consider that this area has the most biodiversity in the planet” parece tradução literal do português ou do espanhol e “has the most biodiversity in the planet” não tem sentido em inglês.
“The value of this area is unable to calculate” é “o valor dessa área é incapaz de calcular”. Desde quando valor tem capacidade de fazer contas? Se o autor quisesse dizer que “o valor dessa área é incalculável”, deveria dizer que “the value of this area is incalculable” — isso em tradução literal, pois existem diversas maneiras de se dizer isso em inglês.
O verbo “to calculate” exige sujeito pensante, e “value” não pode ser sujeito de “calculate”, além de vários outros detalhes com relação ao uso de “unable” etc. É uma frase impossível em inglês. “the planet can be cert” também não faz sentido. “won’t let there Latin American countries”, idem. Em resumo, o parágrafo inteiro é inglês macarrônico.
Até o momento, já recebi umas 8 respostas, cada uma mais engraçada que a
outra. Uma delas diz que aquele texto mais parece manual de videocassette
chinês!
Esses meus mais de 20 anos traduzindo do inglês para o português pelo menos me deixaram com o faro apurado para o inglês autêntico e para o forjado por quem não sabe. Assim como a gente ri quando um alemão diz “o salsicha’, os ianques estão rolando de rir do inglês daquele texto falsificado. (Em tempo: só repassei para eles o último parágrafo, pois eu não estava interessada em fazer com que meu país virasse alvo de piadas. O parágrafo que enviei não deixa transparecer do que se trata exatamente.)”
Aparentemente trata-se de um boato criado por brasileiros que gerou discussões enormes e acabou envolvendo muitas pessoas, como Michelle Zwede, professora do Brazil Center da Universidade do Texas, que pediu provas para o site que divulgava o mapa e acabou tendo seu nome usado como autora do texto.
O jornal Estadão publicou uma notícia tomando o boato como verdadeiro e posteriormente se retratou, mas não consegui encontrar as reportagens.
Também ficaria indignado se tal notícia fosse verdadeira, assim como ficaria muito impressionado se fosse encontrado um esqueleto gigante ou uma barata de 5kg, mas não é o caso.
para mais leituras sobre como surgiu e como repercurtiu esse boato:
http://www.novomilenio.inf.br/humor/0111f002.htm
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2001/11/11677.shtml
Desde 2004 circula na internet a foto acima, supostamente de um esqueleto gigante fotografado pela National Geographic. A história diz que trata-se de um esqueleto encontrado na Índia, com a ajuda de uma equipe da National Geographic e do exército indiano, chengando inclusive a ser noticiada no jornal Hindu Voice em março de 2007.
O negócio tomou proporções enormes, inclusive conotações religiosas em alguns casos, e até hoje as caixas de mensagens da National Geographic recebem perguntas sobre o fato.
Trata-se de uma criação do ilustrador canadense IronKite para o site de montagens Worth1000 para a competição de 2002 “Archaeological Anomalies 2.”, que segundo ele foi feito sobrepondo-se a fotografia de um esqueleto humano sobre uma foto aérea da escavação de um mastodonte em Nova Iorque.
Uma pena para quem esperava que realmente o mundo já tenha sido habitado por gigantes. Na verdade foi, mas por outros tipos bem mais interessantes…
artigo original da National Geographic
via O Buteco da Net
Para inaugurar a seção semanal de pseudociência e afins, escolhi esta notícia da barata gigante de Sorocaba que já recebi por e-mail várias vezes:
“Medo de barata? Vai precisar de uma espingarda calibre 12 pra matar essa…
Veja fotos deste inseto encontrado na tubulação de águas pluviais de Sorocaba. O estranho animal foi encontrado e morto por um funcionário do Saae, que ao entrar
em uma boca-de-lobo para manutenção, teve a sua perna mordida pela baratona. O animal mede aproximadamente 60 cm e pesa uns 5 quilos e foi encaminhado para estudo no zoológico Quinzinho de Barros. O biólogo que recebeu o animal no zoológico ficou surpreso e disse que, com certeza, é de uma espécie desconhecida da ciência, ou mesmo uma mutação genética de um animal menor. O funcionário mordido levou três pontos e já voltou ao trabalho.”
Na verdade, trata-se de um isópode, um tipo de crustáceo marinho que geralmente vive em grandes profundidades. Esse da foto ao que parece foi encontrado pela Petrobrás durante a prospecção de algum poço de petróleo.
Resta saber como passa o funcionário da Saae da história…




